MARLON TEXEIRA - O N.º1 no exterior!



 Marlon Teixeira saiu do Sul do país para virar o modelo brasileiro mais famoso no exterior. Aos 21 anos, ganha (muito) dinheiro “vendendo sexo” em campanhas de grifes como Dior e Armani – e ainda tem a coragem de dizer: “Não me acho bonito”.Ele precisou de apenas uma chance para se dar bem na vida. Aos 16 anos, em seu primeiro casting, fechou um contrato de exclusividade com a Christian Dior, marca cobiçadíssima pelos modelos. Com 1,87 de altura, o virginiano despontou em campanhas, passarelas e outdoors vestindo cuecas, ternos, calças e camisas com etiquetas das mais importantes. Armani, Dolce & Gabbana, Gaultier, Cavalli já pagaram cachês gordos para o catarinense vender uma imagem que exala sexo.

Hoje, aos 21 anos, tornou-se o brasileiro mais reconhecido e bem pago da moda masculina. É tido no ramo como um “Gisele de calças”, título que ele rechaça. Mas, além da carreira meteórica, Marlon divide com a übermodel uma de suas melhores características: a generosidade, o agradecimento. Faz questão de retribuir e reconhecer toda a sorte e a ajuda que teve. Com a voz grave, rouca, Marlon abre um sorriso fácil, e aperta ainda mais seus olhos pequenos, ao falar com tranquilidade de assuntos que não se imagina que um típico rato de praia tenha vivido. “A vida é assim. Às vezes você está por cima e às vezes está por baixo. Sei dar valor aos dois extremos”, diz. E de extremos ele entende.

Morte e câncer
Marlon Teixeira teve várias chances de se dar mal na vida. Nascido e criado em Balneário Camboriú (SC), teve dois contatos próximos com a morte. Seu pai foi assassinado a tiros quando Marlon tinha apenas 1 ano e meio (ele não quis especificar em qual situação). Dois anos depois, foi diagnosticado com um câncer no mediastino, área da caixa torácica que engloba o esôfago, a traqueia e o coração. “Eu praticamente morava no hospital”, conta. “Aprendi algumas coisas rápido, de uma forma estranha. Perdi vários amiguinhos que dormiam e não acordavam mais. Acabei entendendo o que era a morte muito cedo.”

Durante os quatro anos de tratamento no hospital Joana de Gusmão, em Florianópolis, Marlon não sabe dizer quantas vezes passou mal nas viagens de ida e volta, por causa da quimioterapia. Em uma delas, percebeu que a mãe, Claudia, chorava. Então disse: “Calma, mãe, eu não vou morrer”. Aos 7 anos, teve alta, mas só voltou para a casa da mãe aos 12. “Passei anos na casa da minha avó e voltei a morar com minha mãe já adolescente. Foi estranho porque ela tinha duas filhas do segundo casamento, e tive pouco contato com a mais velha.”

Deslocado, Marlon foi procurar conforto no surf. Aos 13, já dava aulas para conseguir comprar suas pranchas e pagar as inscrições de campeonatos. “Meu sonho era ser surfista profissional”, lembra. Foi nessa época que mais precisou dos amigos que fez na praia, quase todos mais velhos. “Às vezes faltavam R$ 15 para a inscrição, e alguém me ajudava. Meus amigos dessa época são minha família. Me sentia mais à vontade para abrir a geladeira na casa deles do que na minha”, diz. Por conta dessa falta de dinheiro, começou a cogitar a carreira de modelo.

Aos 16, Marlon foi apresentado a Dando, apelido de Anderson Baumgartner, dono da agência Way Model e amigo da família de seu padrasto. “Alguém tem sempre um sobrinho para me apresentar achando que é a pessoa mais linda do mundo. Normalmente, não é”, diz. “Quando encontrei o Marlon, ele estava sentado, de costas. Eu só pensava: ‘Ele tem que ser alto, ele tem que ser alto’. Quando ele levantou, vi que era bem maior do que eu. Na hora saquei que iria longe.”

Apesar de normalmente fazer fotos dos “candidatos” para aprová-los com sua equipe, Dando deixou de lado todos os protocolos e convidou Marlon para ir a São Paulo. O garoto pegou um ônibus quando terminou o ano letivo. Chegou na semana em que aconteciam testes para as semanas de moda de Paris e Milão. Foi o único escolhido para ir às duas. Quinze dias depois, entrou em um avião pela primeira vez na vida, rumo à França e a seu primeiro casting.
Dai para frente todo mundo conhece a história...








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