MUB 2013 - MISTER RIO G. NORTE - Phúblio Silva

BATE PAPO RELAMPAGO COM O MISTER RIO GRANDE DO NORTE
PHÚBLIO SILVA

1 – Independente da sua religião, como você vê a renúncia do Papa Bento XVI?
A Igreja Católica é uma das entidades mais fortes do mundo e seu líder, uma figura extremamente visada e exigida. Uma vez que o Papa Bento XVI alegou não sentir-se mais nas condições ideais – de saúde – para continuar o seu trabalho, acredito que a renúncia seja a melhor opção, ainda que seja um ato muito criticado pelos fiéis. Fica demonstrada a necessidade de se escolher um sucessor um pouco mais jovem visando a continuidade ao trabalho de Bento XVI e diminuindo a rotatividade.

2 – O que apontaria como errado em nosso país e como aconselharia nossa presidenta?
O que vemos de errado hoje no Brasil é, na verdade, fruto da nossa história e das nossas políticas. Não acredito que vamos conseguir melhorar tudo em pouco tempo, mas vejo com maus olhos a enorme quantidade de paliativos que são utilizados por nossos governantes enquanto pouco ou quase nada é feito para mudar a origem dos problemas. Um exemplo são as cotas destinadas aos negros e alunos de escola pública para acesso ao ensino superior. Sem dúvidas, o ensino público é ruim e os seus alunos precisam de algum tipo de favorecimento, mas as cotas deveriam ser vistas como uma solução pontual, a curto prazo, enquanto o ensino público é planejado e reestruturado colocando os alunos em condições iguais de competir por uma vaga numa universidade federal. Mas na verdade, o que vemos, é a preocupação de se oferecer uma solução rápida, garantindo votos nas próximas eleições e sem levar em consideração o efeito dominó que isso poderá causar.

3 – Qual sua opinião sobre união homossexual?
Sou completamente a favor. Respeito a opinião e a oposição dos setores mais conservadores, da Igreja e tudo mais, mas também respeito a opção e a orientação sexual de cada pessoa. Não me considero apto a julgar uma pessoa, por aquilo que lhe dá prazer sexualmente. Isso é muito pouco. Existem outros valores, como caráter e integridade, que na minha opinião, pesam mais. As pessoas não podem ser rotuladas pelo que fazem entre quatro paredes.

4 – Sabe-se que em todas as profissões existe “o caminho mais fácil” para se chegar ao topo. O que você acha disso e este caminho em algum momento já foi oferecido a você?
Tudo que vem fácil, vai fácil. Chegar ao topo, acreditem, nem é o mais difícil, mas permanecer no topo que é complicado. As pessoas sempre vão esperar algo a mais de você. Tudo que você fizer ainda não será suficiente. O “caminho mais fácil”, infelizmente, já me foi oferecido sim, mas graças a minha criação e os valores que a minha família sempre me passou, tive a clareza do que era certo e errado e pude optar pelo caminho mais difícil. Mesmo que eu não alcance aquilo que é meu objetivo, poderei sempre dizer que o que foi conquistado foi por mérito próprio e não por ser um rostinho ou um corpinho bonito. Isso aí vai passar e se eu me basear só nisso, serei cobrado lá na frente. Prefiro que as minhas conquistas sejam sólidas e verdadeiras.

5 – Drogas como resolver?
Em alguns momentos me pego pensando se o problema são as drogas ou a capacidade do governo de fiscalizar isso tudo. A venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos é proibida por lei, mas na prática vemos outra realidade. Talvez seja isso que deixe o próprio governo receoso: sua inaptidão em gerenciar a comercialização de algumas drogas. Não sou a favor do comércio escancarado de todos os tipos de drogas, mas já existem muitos países em que a Maconha, por exemplo, é legalizada e comercializada em farmácias específicas e, para se ter acesso, é necessário uma “receita médica”. Por que não fazer o mesmo no Brasil? Por que continuar deixando os usuários contribuindo para o tráfico? Quem usa droga não deixa de usar por que é proibido. Quem usa, se arrisca encontrando traficante para comprar, depois se esconde pra usar…Sou contra a hipocrisia e o financiamento do tráfico e sou a favor da tentativa de se produzir e comercializar em locais apropriados exigindo-se uma autorização para compra, assim como é feito em outros países.

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